quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Mortos à vida



Debruço na janela da noite.
Os pássaros estão enfermos,
estrelas não cintilam.
Flores calam seus odores,
e a grama, move-se desmaiada.

Hoje o céu se fez anêmico,
de um amarelo terminal.

Fez de mim a desesperada,
palavra que retumba,
o grito no silencio,
Ùltimo suspiro de agonia.

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